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Amnésia infantil: Por que não recordamos nossas memórias infantis?

Atualizado: Mar 10

É comum ouvirmos que adultos não recordam de situações vividas antes dos quatro anos de idade. O fenômeno que explica isso é chamado de amnésia infantil. Mas, onde fica guardado tudo que vivemos e sentimos neste período tão importante do desenvolvimento? É possível resgatar essas lembranças?

O que Freud explica sobre a Amnésia infantil?

Freud descreveu a amnésia infantil referindo-se ao esquecimento dos primeiros anos de vida. Em sua obra “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade”, ele explica que a amnésia infantil tem por base a sexualidade infantil e ocorre pelo recalcamento desta. Assim, a ausência de recordações conscientes deve-se, ao processo de recalcamento e não ao vazio do passado.

É possível resgatar as memórias infantis?

Os pesquisadores Bauer e Larkina estudam a memória e trabalham para esclarecer o desenvolvimento inicial deste mecanismo e já identificam que bebês possuem capacidade de criar memórias e relembrá-las. A maior parte das vezes, as memórias que chegam até a idade adulta são inconscientes e ligam-se às sensações de prazer e desprazer vividas.

No decorrer de um processo de psicoterapia é possível aproximar-se de emoções e memórias primitivas que estavam, de certa forma, protegidos pela consciência. Com isso, o registro dos acontecimentos iniciais vão depender também daqueles que exercem os cuidados ao bebê.

Qual o papel dos pais?

Cabe às pessoas, em grande parte os pais, que estão presentes e atentos aos sinais dos bebês, serem o o baú destas recordações. Não somente de guardá-las na memória, mas também de oferecerem doces lembranças. É através das primeiras relações que temos a ilusão necessária de registros “perfeitos”, de necessidades atendidas, de colinhos, de conforto e segurança que servirão como base para construção da vida do indivíduo. *Post atualizado em 9 de março de 2020.

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